Folkestone, uma graciosa praia de pedras no sudeste da Inglaterra

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
Folkestone Beach

Nada mais gostoso que começar uma semana com uma viagem para a praia, a escolhida da vez foi Folkestone.

O motivo da viagem foi trabalho, eu e o Fernando BA (que já apareceu no blog representado por suas fotos aqui e aqui) estávamos em busca de uma praia com uma distância curta de Londres e com pedras, rochas para fazer um ensaio fotográfico, foi assim que decidimos por Folkestone.

Folkestone Beach
Folkestone Beach

Com trens saindo de Charing Cross ou King’s Cross, essa praia de pedras e mar azul fica a 1:30/2:00 do centro de Londres. Ao chegar na estação de Folkestone Central, uma caminho de 10 minutos te leva até um mirante a beira da praia.

No mirante na “Leas Road” você tem uma visão linda da praia. Nesse dia tinha um pouco de neblina, como de costume nas praias do sudeste, mas a paisagem fica linda com ou sem essa neblina.

Para chegar a praia descemos um caminho chamado “Zig Zag Pad” com pedras que formam pequenas cavernas, árvores, o próprio caminho já é uma beleza a parte.

Folkestone Beach
Folkestone Beach
Folkestone Beach
Folkestone Beach

Por ser uma segunda feira (sim, imagine começar a semana na praia com um clima maravilhoso, nada mal não é?) a praia estava vazia. A água do mar estava gelada (como de costume por aqui) mas ainda assim como o clima estava bem quente o dia estava perfeito. O mar é bem calmo, sem ondas, a praia é perfeita para quem quer relaxar e curtir um bom dia.

Na praia há um pequeno restaurante/bar para aproveitar e tomar um sorvete, um lanche e na cidade existem algumas opções de restaurantes.

Folkestone é uma cidade que une duas características bem diferentes, mas que eu adoro, para uma cidade do interior inglês (countryside como eles chamam aqui) e ao mesmo tempo é uma cidade de praia.

De um lado do mirante há a vista maravilhosa da praia, do outro uma pequena praça e um “coreto” com algumas construções bem típicas do interior da Inglaterra.

Folkestone Beach
Folkestone Beach
Folkestone Beach
Depois das fotos (logo num post aqui no blog) e um dia muito gostoso na praia voltamos para a estação de trem e um pouco antes de chegar lá encontramos um jardim chamado “Northking Garden”.
Folkestone Beach
Folkestone Beach
Folkestone Beach

Passar um dia na praia é sempre maravilhoso, dá para recarregar as energias, mas o mais especial para mim é poder conhecer mais um lugar novo, uma experiência nova, esse é um dos melhores sentimentos do mundo.Espero por mais segundas feiras assim no futuro.

Folkestone Beach
(Fotos por Fernando BA Photography)

Isabella Plantation, um jardim encantado dentro de Richmond Park

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
Isabella Plantation

Difícil encontrar as palavras para descrever tanta beleza. Uma jóia escondida a 30 minutos do centro de Londres.

Para chegar lá eu optei pelo trajeto que me deixaria mais próxima da entrada da Plantação (Já que o Richmond Park tem 2500 acres). Do centro de Londres você pode pegar um trem em Waterloo e descer em Putney (existem algumas opções que passam por esse destino) ou pegar a District Line (linha verde do metro) e descer na estação de Putney. De lá peguei o ônibus 85 para Kingston e desci na parada Warren Road, você estará a 15 minutos de caminhada da entrada do Jardim.

Isabella Plantation
Isabella Plantation
A época mais florida para visitar é entre abrir e maio, quando tem o “bloom” das flores.

A Plantation existe desde 1830, mas só foi aberta ao público em 1953, (encontramos árvores plantadas desde essa época).

São 40 acres de mata Victoriana (datada pela época Vitoriana) e até hoje é protegida e recebe incentivos do governo e empresas da Inglaterra.

O jardim contém diversas espécies de flores, predominantemente Azaleias, Rododendros, Camélias.

Dentro da Isabella Plantation existe uma coleção chamada “Wilson 50 Kurume Azaleas” que foi nomeada através de Ernest Wilson um colecionador de plantas que em meados dos anos 20 trouxe espécies incomuns `a Inglaterra, diretamente do Japão.

Isabella Plantation
Isabella Plantation
Isabella Plantation
Isabella Plantation
Com alguns “lagos” dentro do espaço destinado a plantação a paisagem fica ainda mais bonita, o ambiente se divide em dois visuais diferenciados, um com as flores mais coloridas e outro com plantas mais rasteiras e com a coloração lilás e brancas.

Sem dúvida esse foi um dos lugares mais lindos que já vi, a visita vale muito a pena se você se interessa por flores e jardins, ou simplesmente quer ver um visual lindo.

Se você não visitar na época da primavera a plantação estará aberta, apenas a paisagem será diferente dessas fotos, mas a cada estação o lugar tem seu próprio charme.

Isabella Plantation
Isabella Plantation
Isabella Plantation
Isabella Plantation
Isabella Plantation

Quer ver um pouco mais desse jardim encantado? Assista o vídeo abaixo e acompanhe um passeio pelo Isabella Plantation!

Vídeo realizado em parceria/apoio cultural com a Aspect +.

Harry Styles – Sign Of The Times (Review do Single)

Por Leo Melo (To read this post in English, click here)
Sign Of The Times Cover

Avaliação:  

Em 2011 eu ainda estava morando no Brasil – vivendo meus jovens 24 anos de idade, e me lembro de ver uma turma de garotos cantando uma música chamada “What Makes You Beautiful” em todo lugar que eu ia ou radio que escutava.

Tendo vivido o auge das “boy bands” durante minha adolescência (e com muito ciúmes de toda a atenção que as meninas davam para eles, não vou negar), eu pensava que esse estilo já estava em declínio. No entanto, enquanto eu escutava essa música do One Direction – uma das primeiras vezes inclusive – eu lembro de comentar que “esse garoto tem um talento incrível. De todos, ele é quem vou esperar grandes coisa”. Eu estava falando do Harry Styles.

Harry Styles recentemente lançou o primeiro single do seu disco solo que será lançado nos próximos meses – a música se chama “A Sign Of The Times”. Apesar de eu não concordar com alguns reviews que classificaram Harry como o possível “novo David Bowie”, a inspiração por trás dessa música é inegável. Mas não apenas David Bowie. A música tem elementos de Pink Floyd, The Doors e muitos outros.

É impossível negar o quanto a industria da música mudou nos últimos anos. E no entanto, é maravilhoso e incrível ver um artista jovem criando música com elementos e características que muita gente cresceu escutando e ainda aprecia muito.

Tudo que posso dizer sobre a música, e combinado com o que eu disse em 2011 – mal posso esperar pra esse album ser lançado. Definitivamente minha maior expectativa de 2017.

Disco será lançado no dia 12 de Maio – pelo selo do próprio Harry, Erskine Records.

Escute o single no Spotify:

Primavera: cerejeiras, sejam bem vindas!

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
Spring Greenwich Park 2017

Depois de um lindo outono e um longo inverno aqui em Londres, posso dizer que todos estão esperando pelo colorido, pelo calor e pelas flores da primavera.

Aqui a primavera é coisa séria. A cidade fica toda colorida e cheia de flores em todos os cantos, seja nas ruas, nos comércios ou nos parques (ah, os parques!), os parques ficam lindos com o verde das folhas e com uma variedade alucinante de flores.

The London Ginger - Spring Greenwich Park 2017
Mas a cada ano o que mais chama a minha atenção são as cerejeiras, em especial do Greenwich Park que fica aqui perto de casa. Semana passada as cerejeiras floriram e quando isso acontece, uau, que visual. Fui lá no parque curtir a paisagem que fica ainda mais linda e o clima que especialmente para receber as flores estava maravilhoso, muito sol, calor e praticamente nenhuma nuvem no céu.

The London Ginger - Spring Greenwich Park 2017
The London Ginger - Spring Greenwich Park 2017
As cerejeiras não duram tanto tempo. Elas florescem e logo depois já caem dos galhos, então corremos para ver e tirar fotos, (estava lá todo mundo fazendo a mesma coisa). O parque ficou lotado de pessoas e suas cameras admirando e registrando algo tão lindo.
The London Ginger - Spring Greenwich Park 2017
The London Ginger - Spring Greenwich Park 2017
Duas frases de uma das minhas escritoras favoritas: Clarice Lispector

“Sejamos como a primavera que renasce a cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores”

“O segredo destas flores fechadas é que exatamente no primeiro dia de primavera elas se abrem se dão ao mundo.”

Spoon – Hot Thoughts (Review do Album)

Por Leo Melo (To read this post in English, click here)
Spoon Hot Thoughts

Avaliação:  

Preciso confessar. Me sinto envergonhado em dizer que eu nunca escutei Spoon antes desse disco. E com isso quero dizer que até hoje não havia voluntariamente escutado um disco do Spoon. Músicas deles fizeram parte de trilha sonora de filmes como “(500) Dias Com Ela” e o remake de “Poltergeist” (especialmente eu que sou fã de filme de terror). Então sei que em algum momento já escutei músicas da banda.

Ao escutar o disco, tive um daqueles momentos agridoces que a vida nos proporciona. Por um lado me senti culpado por nunca ter escutado essa banda, pois as músicas deles são incríveis. Por outro, foi uma descoberta tão satisfatória, que eu não consegui parar de escutar tudo que já fizeram até agora. E por ser uma banda que lançou nove álbuns até agora, existe material suficiente pra curtir por dias sem fim.

Se existe algo que eu aprecio demais em bandas é a habilidade de amadurecer. Bandas que aprendem quem eles são e desafiam as próprias habilidades de composição a cada álbum, é algo maravilhoso de acompanhar. Eu acredito que esse é o caso com a banda Spoon. A cada novo lançamento ele mudam apenas o necessário para que possamos ver na primeira fila o seu progresso.

O álbum mais recente que lançaram chamado “Hot Thoughts” demonstra não apenas a maturidade da banda, mas a capacidade que tiveram de aprender e se inspirar com seus contemporâneos. É relativamente fácil perceber influências de outras bandas nesse disco. E apesar de eu não ter lido nenhuma matéria que tenha confirmado essa minha presunção, acredito que algumas referências são fáceis de reconhecer.

A primeira música do álbum recebe o mesmo nome que o disco – “Hot Thoughts”. Ela tem uma combinação de riffs das guitarras do vocalista Britt Daniels e guitarrista Rob Pope, misturadas com sinos e palmas que colaboram com o ritmo geral da música. Um começo perfeito para um álbum.

WhisperI’lllistentohearit” é provavelmente um dos títulos de música mais perfeitos que já vi. E a música não fica pra trás. Ela começa com uma sessão instrumental e vocais harmoniosos – para no meio dar uma guinada para um indie moderno. No segundo trecho, a mistura lembra bastante uma mistura entre Arctic Monkeys e Arcade Fire. A música pra mim é um paradoxo. Essa mudança parece tanto uma música diferente e ao mesmo tempo parte da música.

Do I Have To Talk You Into It” é uma música marcada por um ritmos contante da bateria, baixo e teclados de tal maneira que sua cabeça não consegue evitar balançar na batida. Não precisa mais que alguns segundos pra se apegar a essa música.

First Caress” tem uma característica que eu sou fascinado. Os backing vocais e os overdubs são gravados quase como sussurros, dando a sensação de que as vozes estão sendo cantadas ao pé do ouvido. Não tem coisa melhor que escutar essa música com um belo par de fones de ouvido.

Outra música que eu adoro no disco é “Pink Up”. Ela começa com dois minutos apenas instrumentais. Logo ela toma um rumo vocal característico de Bon Iver, como várias camadas de vozes, transformando as vozes em instrumentos melódicos.

Tear It Up” – uma pegada extremamente britânica (não esquecendo que Spoon é uma banda de Austin, no Texas). Isso é tudo que tenho a dizer. Vai ficar claro assim que escutar a música.

Shotgun” é a música mais rock’n’roll do álbum. Um riff de guitarra poderoso é acompanhado por uma marcação fixa do baixo. A música tem uma pegada de trilha sonora. Se fizessem um filme inspirado nesse disco, essa música seria a música de abertura.

Finalmente, “Us” não pode faltar nesse review. Uma música extremamente sexy e suave, com foco principal em instrumento de sopro (especialmente saxofone), com um efeito na gravação que dá a sensação de estar escutando em um auditório. No meio da música entram bateria e percussão, complementando a pegada. O fim perfeito para um álbum maravilhoso. Tão perfeito que essa música parece apenas um intervalo, dando um respiro que cria em você a vontade de começar o disco novamente.

Escute o disco no Spotify:

Como mudei para Londres com meus pets (passo-a-passo e dicas)

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
Sookie

Quando começamos a organizar a nossa mudança junto com nossos pets para Londres, acreditávamos que seria muito mais complicado, burocrático e difícil. Mas a verdade é que feito tudo com organização e bastante pesquisa para não deixar passar nada de importante, o trabalho não será tanto quanto parece. São etapas a serem seguidas e vou compartilhar nesse post a nossa experiência.

Nossa familia é formada por 2 cachorros, 5 gatos (todos resgatados/adotados) e dois humanos. Esse número assusta e é motivo para que as pessoas me digam frases como: “você é louca”, “como assim trouxe eles do Brasil?”, “deve dar um trabalhão”. E no dia a dia eles não dão tanto trabalho não, nossa rotina é tanto cheia de amor, risadas, diversão que o trabalho é bem menor que tudo isso. Não imagino minha vida sem os pets.

Mas vamos falar dos trâmites e organização para a mudança.

Em primeiro lugar é preciso verificar para qual lugar pretende levar seu pet, as leis de cada lugar são diferentes e os requisitos também. Aqui vou falar sobre Londres UK.

Até 2012, em Londres, existia uma “quarentena” que durava de 60 a 90 dias onde o pet ficava num “abrigo” (local destinado a esses pets que chegavam em Londres) e você era responsável pelos gastos, etc. Apenas depois desse período de tempo recebia a liberação para levar o pet para casa. Mas isso mudou e agora não é mais dessa maneira. (ainda bem, porque isso parece muito ruim.)

A “quarentena” agora é o período que vai da data da colheita do exame de sorologia, até a data que sai o laudo permitindo a viagem do pet (esse período dura 90 dias). Vou explicar sobre esse exame mais adiante.

Definido o lugar da mudança e verificada as leis e regras é hora de começar a preparar os requisitos. Eu aconselho 6 meses para poder organizar todas as coisas com calma, mas há como fazer em menos tempo, depende da urgência de cada um.

Quais são os passos na preparação dos pets?

  1.  Microchip – o pet deverá ser microchipado (guardar o documento com o número do microchip porque será necessário apresentar juntamente com os outros documentos);
  2. Vacinação – V10 cachorros/ V8 gatos e anti-rábica;
  3. Exame de sorologia – um mês após a vacinação fazer um exame de sangue, que será levado para a Zoonose ou CCZ da sua cidade para gerar o laudo após 90 dias que permitirá a viagem do pet caso o exame não aponte nada irregular. Caso alguma irregularidade seja encontrada, o pet deve ser tratado e o exame refeito.;
  4. Atestado de saúde do pet – feito pelo veterinário atestando a saúde do pet.

Essa é a parte burocrática referente ao pet, agora vou falar sobre a passagem aérea, transporte e despachante.

Para outros países da UE (União Européia) não é necessário um despachante para cuidar da saída e entrada do pet, mas para o Reino Unido, Londres, é obrigatório.

Esse é um gasto a mais, até fizemos a pesquisa e cotação para ir para outro lugar e depois ir de carro para Londres, mas todas as possibilidades que pensamos custariam o mesmo valor ou algo muito parecido, então preferimos fazer da melhor maneira para nós, que foi contratar o despachante.

Optamos por usar o serviço da MM Cargo Logistics. Pesquisei várias outras no Brasil, mas eles tiveram as melhores recomendações e o melhor atendimento para tirar minhas dúvidas e preocupações. Foi essa empresa então que me indicou um despachante em Londres que já era um parceiro de trabalho deles – a JCS Livestock.

Minha experiência com a empresa foi excelente, durante toda a viagem (da hora que buscaram os pets em casa no Brasil, até a chegada dos pets na nossa casa em Londres) eles me mantiveram informada sobre cada etapa da viagem com mensagem e até fotos dos pets antes de embarcarem eles me enviaram. Isso me deixou muito mais tranquila.

Outro ponto crucial da minha pesquisa foi sobre as companhias aéreas. Depois de muito ler e conversar com as companhias só me sentia segura em fazer essa viagem pela Lufthansa ou pela KLM. Fechamos com a Lufthansa.

A passagem aérea é cobrada pelo tamanho da caixa de transporte que o pet vai. Eu dividi os pets nas caixas e alguns foram em duplas e outros sozinhos. O valor (por caixa e não por pet) ficava entre 200 e 300 Euros (esse valor varia de companhias).

A caixa de transporte precisa caber o pet, ele tem que poder dar uma volta nele mesmo (Espaço suficiente para se mover). Se o pet mais a caixa de transporte pesar até 9kg (aprox. 20lb) você poderá transportar no avião na cabina com você (isso vale para alguns destinos, Londres não era o caso), pesando mais que 9kg o pet vai viajar no bagageiro.

Mas não se assustem, ao contrario do que algumas pessoas pensam, o espaço para a viagem dos pets é climatizado e preparado para esse tipo de transportes, animais de grandes portes como cavalos, tigres etc, também fazem esse tipo de viagem nesses aviões.

No momento que for comprar a passagem, você já irá reservar o lugar para a viagem do seu pet, porque o número de pets é limitado para cada vôo.

A escolha das caixas de transporte também é importante, elas precisam ter algumas especificações adequadas, determinadas pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). Eu optei pela marca Pet Mate, mas existem uma variedade de marcas diferentes. Se você tem alguém que pode comprar no exterior e levar para você será muito mais em conta, porque realmente o valor dessas caixas no Brasil é muito maior que nos EUA ou Europa.

Para a viagem preparamos as caixas de transporte com jornal, tapete absorvente e um cobertor que os pets já usavam para dormir em casa, assim o cheiro seria algo familiar a eles, o que ajuda para que fiquem mais calmos. Colocamos um pouco de ração num saco plástico a pedido da empresa que iria despachá-los.

Ao chegar em Frankfurt (o vôo era com escala), os pets foram alimentados, colocaram água em cada uma das caixas de transporte, e um veterinário viu os pets para verificar se estavam todos bem.

Eu despachei os pets do Brasil e o Leo que já estava em Londres recebeu eles por lá. Nossa experiência foi muito positiva, os pets saíram e chegaram muito bem, sem nenhum sinal de trauma ou comportamento estranho, nós junto dos veterinários que nos auxiliaram optamos por não dar nenhum tipo de medicamento para os pets. Estávamos preocupados que açodassem durante a viagem, já que não existe sedação que durasse todo o trajeto (lembrando que isso se trata da nossa experiência e opção. Cada um deve optar por fazer o que acha melhor para seu pet).

Ao chegar na nossa casa em Londres eles estavam bem, já foram reconhecer o novo espaço da nova casa, comeram, beberem agua e seguem muito bem até hoje.

Não vou mentir e dizer que não ficamos com medo, preocupados, afinal era a primeira vez que passávamos por uma situação dessas, mas era só o medo do desconhecido.

Dover, praia de pedra e o castelo que recebe o nome de “a chave da Inglaterra”

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
130A2127

Esse é mais um passeio que pode ser feito ida e volta no mesmo dia (bate e volta) partindo de Londres, ou até curtir um final de semana inteiro em Dover. Cidade de praia de pedra no Leste da Inglaterra, uma de suas principais atrações é o Dover Castle, que também recebe o nome de “Chave da Inglaterra”.

A viagem para Dover leva aproximadamente 1h30 e pode ser feita com um trem direto saindo da estação de Charing Cross, o trem vai para Dover Priory que é a estação final (veja preços e horários no site da Southeastern Railway). Quando fui uma parte do percurso estava em obras, então desci e Folkestone e peguei um ônibus que a própria empresa de trem disponibiliza para Dover.

Ao chegar em Dover minha primeira parada foi no Dover Castle, da estação de trem para o castelo gastamos 30 minutos de caminhada. O caminho é bem sinalizado e quando chega no castelo a vista é maravilhosa.

O Castelo de Dover é medieval do século 12 e foi a morada de Henrique II, e leva o nome de “Chave da Inglaterra” pela sua importância na defesa do país ao longo da história, ele também é considerado o maior castelo da Inglaterra.

O Castelo passou por reformas e a mais significante foi realizada durante o reinado de Henrique II, determinando a forma do Castelo que conhecemos até hoje. É possível visitar dentro da “Great Tower” as réplicas dos quartos do Rei e Rainha, além de conhecer os túneis secretos de guerra.

Junto do castelo também é possível visitar um antigo Farol da época Romana datado de 43 d.C., além do mirante usado durante as guerras como base militar e observatório, e o museu da guerra que fica dentro dos cliffs – vale a visita.

Dover é reconhecida pelos “White Cliffs” que na tradução livre seria Paredes Brancas, são rochas brancas de calcário que ficam na costa.

É uma cidade portuária, com uma grande quantidade de navios chegando e saindo todos os dias, inclusive navios de carga, mas ainda sim é uma cidade pequena e calma. Essas cidades da costa leste que pude conhecer tem uma peculiaridade muito bacana que percebi, são cidades praianas, mas também mantêm um estilo de interior inglês.

Depois de passear pelo castelo, fomos fazer um passeio na beira da praia, o dia estava frio, mas o sol apareceu e o clima ficou bem gostoso. Na orla da praia tem alguns restaurantes, pubs e hotéis e em uma das pontas da praia encontramos uma marina muito charmosa e um lugar para a prática de esportes aquáticos.

Com certeza voltarei mais vezes para Dover, a paisagem é linda e o passeio surpreendeu.

Quer conhecer um pouco mais e ver as paisagens lindas desse destino? Assista o vídeo abaixo e acompanhe o dia desse delicioso passeio por Dover com direito até a sol brilhando.

Ginger a cor do meu cabelo e como eu virei ruiva

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
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Não eu não sou ruiva natural, alguns de vocês já sabem, mas muitos ainda se surpreendem quando eu digo que na verdade meu cabelo natural é castanho escuro, então nesse post vou contar um pouco da cor, da mudança e da manutenção do meu cabelo.

Há alguns anos, 6 para ser mais específica, depois de inúmeras mudanças de cores de cabelo eu percebi e decidi que gostaria de ser ruiva (já tinha sido ruiva por duas vezes antes), aquele ruivo cobre, (laranja mesmo), que é a tonalidade de ruivo que eu mais gosto, mas podemos achar diversas outras tonalidades.

Sempre fui muito curiosa e gostava de experimentar novas cores, cortes e mudei várias vezes de de cabelo, até os 18 anos nunca tinha mudado a cor, apenas o corte.

Um dia quando experimentei o ruivo novamente pela terceira vez percebi que aquela era a cor que eu mais gostava. Acredito que quando a gente acha a cor que combina, fica dificil querer outra, foi isso que aconteceu comigo, quando finalmente cheguei na cor que tenho hoje, me encontrei e não consigo, na verdade não quero me imaginar com outra cor.

Tinha muito medo da manutenção dessa cor e achava que iria desbotar muito, que teria que ficar freqüentando salão todo mês, mas fui descobrindo a maneira correta de colorir e cuidar e para ser sincera o cabelo não me dá muito trabalho, apenas o necessário de um cabelo que passa por coloração.

Minha cor ruiva tem um nome técnico que é Loiro Medio Cobre Dourado, mas isso tudo é codinome para o ruivo laranja mesmo, um dos nomes que essa cor tem é Ginger, esse termo é usado por cabeleireiros, e isso ficou na minha cabeça e assim foi se formando uma inspiração para o nome do blog. (o cabelo foi o responsável por me inspirar a criar o The London Ginger.)

Sobre a cor:
A maneira mais fácil de mudar a cor do cabelo é se o seu cabelo estiver sem nenhuma outra química, porém como foi o meu caso, meu cabelo tinha outra tintura, então foi necessário fazer uma decapagem (mas sem danificar os fios) e depois aplicar a cor nos cabelos, mas se seu cabelo não estiver com outra coloração pode pular a decapagem.
A mudança deve ser feita com um profissional, visto que eles sabem a medida correta da aplicação e do tempo de ação do produto, afinal eles é quem possuem o conhecimento para isso.

Eu mantenho a cor do meu cabelo em casa mesmo, faço a coloração uma vez por mês, deveria fazer de 20 em 20 dias, pois o meu cabelo cresce muito rápido, mas eu tento esperar 30 dias.

No Brasil, em São Paulo, eu também cuidava da tintura em casa, mas contava com algums visitas espassadas no Liceu de Maquiagem onde a Talita Osiro, uma querida e muito competente profissional cuidava da cor para mim, ela me ensinou como equacionar melhor a mistura da tinta, a como manter a cor sempre uniforme e vibrante e entre essas visitas eu mesma fazia a manutenção. Pra falar a verdade eu gosto de ter essa possibilidade de fazer sozinha, se um dia você tem um evento/viagem que não estava nos planos e não tem tempo e nem horário para ir ao salão, é muito bom ter essa opção, mas é necessário um pouco de técnica que vocé pode aprender, atenção e produtos compativéis ao seu cabelo.

Aqui em Londres eu conto com dois profissionais maravilhosos a Fer Nabuco e o Marcio Soares, porque mesmo fazendo o retoque em casa eu gosto de as vezes visitar um bom profissional para ter novas dicas e novos cuidados, eu gosto de poder cuidar do meu próprio cabelo, mas isso não me tira a vontade de ser bem cuidada por excelentes profissionais.

Depois de algumas tentativas eu descobri que a Keune tem para o meu cabelo os tons de ruivo mais naturais e bonitos. Eu faço uma mistura de dois tons o 8.4 e o 8.34.
Além da cor ser maravilhosa a tintura da Keune é daquelas que trata o cabelo e cobre os fios brancos, pois tem um baixo teor de amônia e é totalmente livre de PPD Parafenilenodiamina (causador das alergias), e possui um diferencial que é o Cocamida MEA derivado do óleo de coco que além de hidratar o cabelo impede que a coloração manche a pele. (Isso não é um publipost, estou apenas dividindo uma experiência com essa coloração que uso há mais de 6 anos.)

A cada mês faço retoque na raiz e a cada 2/3 meses dependendo da nessecidade aplico no cabelo todo, para dar uniformidade e brilho.
Se você tem vontade de mudar de cor, seja ela qual for, procure um profissional e converse sobre como essa mudança pode ser feita, como será a manutenção e sempre siga as instruções, assim você não terá nenhuma surpresa desagradável. Só assim você poderá fazer a manutenção em casa, a fórmula é sempre diferente para cada um, não tem como simplesmente copiar e ter a certeza que irá ficar igual.

Tem uma pergunta que todo mundo me faz, sobrancelha, o que fazer?
Bem isso é super pessoal, cada um pode escolher o que prefere, eu optei por tonalizar a sobrancelha cada vez que pinto o cabelo, achei que fica mais natural, mas tem pessoas que preferem manter as sobrancelhas da cor natural e isso funciona também.

Uma outra dica para se estiver pensando em mudar a cor do cabelo é fazer uma pesquisa de referências, com diversas fotos de cores e estilos diferentes, eu pesquisei bastante para decidir, seguem aqui algumas das minhas inspirações para a cor.
(Fotos: Florence Welch, Julia Petit, Emma Stone e Amy Adams.)

Num outro post vou contar para vocês os cuidados que tenho com meu cabelo para fazer a cor sempre durar e permanecer bonita e vibrante e o cabelo hidratado e saudável.

Por um inverno com mais cor

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
130A2127

E o inverno chegou, hoje começa a estação mais gelada do ano no hemisfério norte!

Quando estamos no outono esperando o inverno percebo que as roupas que escolhemos ficam menos coloridos, optamos por cores neutras e escuras, que na minha opinião deixam sim o look mais clássico e elegante – mas porque abrir mão das cores?

Para dar um extra charme, um “que” de diferente no look eu adoro vestir cores fortes e vivas, estampas, texturas (as vezes combinando mais de uma) juntamente com as cores neutras ou monocromáticas nessas estações mais frias do ano.

Ao contrario do verão onde eu abuso das cores, no outono e no inverno eu gosto de investir em peças de roupas, acessórios e até mesmo maquiagens pontuais, para criar um ponto de destaque no look.

No dia a dia, acredito que meu cabelo ruivo, já faz um pouco dessa técnica de ponto de destaque e com certeza esse foi um dos incentivadores para essa vontade de investir nas cores.

Dicas (assim como no post dos paetês) para colorir seus looks nas estações mais frias:

  • Comece com uma cor/estampa que você goste (olhe para suas roupas e ache uma cor que você já gosta, uma estampa que já usou);
  • Invista em peças atemporais, elas vão durar mais estações mesmo com o vai e vem das tendência;
  • Procure por cores que complementem o seu guarda roupa já existente;
  • Se você quer tentar, mas tem um estilo clássico ou minimalista aposte em uma peça com o seu caimento preferido porém colorida e mantenha o restante neutro ou monocromático;
  • Insira a cor aos poucos, comece com um acessório: bolsa, cinto, chapéu, cachecol ou echarpe, etc;
  • Abuse dos tons coloridos na maquiagem como batons, sombras, se já estiver acostumada com maquiagem colorida como batom vermelho (o queridinho para a vida), experimente cores novas;
  • Consulte uma tabela de cores para saber as cores complementares se quiser produções mais elaboradas;
  • O mais importante: sinta-se bem, o que combina é estar feliz com o que escolheu, seguir a regra da sua vontade e a tendência do que te deixa confortável em usar. Não tem certo nem errado – o que importa é se sentir bem;

A moda é um instrumento de comunicação, use ela para mostrar quem você é e o que gosta, não precisa seguir todas as tendências, conheça as novas e escolha se alguma conversa com seu estilo. Não há a necessidade de consumir tudo de novo em cada estação, procure peças que estejam conversando com seu estilo e que podem ser um investimento longo prazo, usar muitas vezes as mesmas roupas é um sinal de que a compra foi bem feita, porque essa roupa se encaixa em diferentes ocasiões com diferentes looks.

As roupas fazem parte da sua história e contam parte dela também, escolha bem e elas irão te acompanhar por muito tempo.

Outono, a temporada mais encantadora do ano

Por The London Ginger (To read this post in English, click here)
130A2127

Desde pequena sempre gostei do outono, não sei se esse sentimento foi um daqueles que nasce sozinho, ou se foi alimentado por filmes e seriados, só sei que desde que me lembro essa estação tem um lugar cativo no meu coração.

As cores do outono me encantam, não apenas as tonalidades diferentes das flores, mas o céu também tem uma cor diferente.

Me mudei para Londres durante um inverno, então levei um ano inteiro para vivenciar o outono no hemisfério norte ( já que vivi no Brasil durante toda minha vida), e eu acho que essa estação é bem diferente nos dois hemisférios da terra.

É durante o outono que começam as brisas geladas que antecipam o inverno, que as noites chegam mais cedo, que a bruma toma conta da cidade em alguns dias, que a natureza passa por uma renovação deixando cair de suas árvores as folhas para nascerem novas.

E essa transformação é bonita de se ver, os chão fica repleto de folhas coloridas e me dá muita vontade de pegar um monte nas mãos e jogar para cima, ou de fazer um pilha de folhas no chão e pular em cima, como nos filmes e desenhos.

Nessa celebração do outono e do mês de novembro que em muitas vezes faz a música do Guns’n Roses, November Rain (tradução livre Chuva de Novembro), mostrar de onde veio sua inspiração, nada melhor do que capturar belos momentos em lugares incríveis.

Junto com o Fernando (fotografo já conhecido por aqui no blog) fizemos lindas e divertidas fotos.

Aproveitando a locação, escolhemos os jardins do Eltham Palace (Palácio de Eltham), um exótico e interessante palácio que reúne diferentes épocas da história, arte e arquitetura, juntando a arquitetura Medieval e a Art Deco num mesmo ambiente.

E também as cores lindas proporcionadas pelo outono, sem deixar se abalar pela chuva , ao contrário, fazendo da chuva parte importante da sessão de fotos brincando com o guarda chuva.

Em breve teremos um post e vídeo sobre o Eltham Palace, enquanto isso temos essas fotos feitas nos jardins em um dia chuvoso, porém lindo de outono.

A cidade, as paisagens, tudo ganha uma paleta de cores no outono que vai do amarelo ao verde, passando por tonalidades de vermelho o que faz dessa estação uma explosão de cores.

Essa estação linda, poética e colorida nos prepara para o inverno, que também vem cheios dos seus encantos, acompanhe pelas redes sociais que estarei compartilhando tudo com vocês.