Por um inverno com mais cor

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E o inverno chegou, hoje começa a estação mais gelada do ano no hemisfério norte!

Quando estamos no outono esperando o inverno percebo que as roupas que escolhemos ficam menos coloridos, optamos por cores neutras e escuras, que na minha opinião deixam sim o look mais clássico e elegante – mas porque abrir mão das cores?

Para dar um extra charme, um “que” de diferente no look eu adoro vestir cores fortes e vivas, estampas, texturas (as vezes combinando mais de uma) juntamente com as cores neutras ou monocromáticas nessas estações mais frias do ano.

Ao contrario do verão onde eu abuso das cores, no outono e no inverno eu gosto de investir em peças de roupas, acessórios e até mesmo maquiagens pontuais, para criar um ponto de destaque no look.

No dia a dia, acredito que meu cabelo ruivo, já faz um pouco dessa técnica de ponto de destaque e com certeza esse foi um dos incentivadores para essa vontade de investir nas cores.

Dicas (assim como no post dos paetês) para colorir seus looks nas estações mais frias:

  • Comece com uma cor/estampa que você goste (olhe para suas roupas e ache uma cor que você já gosta, uma estampa que já usou);
  • Invista em peças atemporais, elas vão durar mais estações mesmo com o vai e vem das tendência;
  • Procure por cores que complementem o seu guarda roupa já existente;
  • Se você quer tentar, mas tem um estilo clássico ou minimalista aposte em uma peça com o seu caimento preferido porém colorida e mantenha o restante neutro ou monocromático;
  • Insira a cor aos poucos, comece com um acessório: bolsa, cinto, chapéu, cachecol ou echarpe, etc;
  • Abuse dos tons coloridos na maquiagem como batons, sombras, se já estiver acostumada com maquiagem colorida como batom vermelho (o queridinho para a vida), experimente cores novas;
  • Consulte uma tabela de cores para saber as cores complementares se quiser produções mais elaboradas;
  • O mais importante: sinta-se bem, o que combina é estar feliz com o que escolheu, seguir a regra da sua vontade e a tendência do que te deixa confortável em usar. Não tem certo nem errado – o que importa é se sentir bem;

A moda é um instrumento de comunicação, use ela para mostrar quem você é e o que gosta, não precisa seguir todas as tendências, conheça as novas e escolha se alguma conversa com seu estilo. Não há a necessidade de consumir tudo de novo em cada estação, procure peças que estejam conversando com seu estilo e que podem ser um investimento longo prazo, usar muitas vezes as mesmas roupas é um sinal de que a compra foi bem feita, porque essa roupa se encaixa em diferentes ocasiões com diferentes looks.

As roupas fazem parte da sua história e contam parte dela também, escolha bem e elas irão te acompanhar por muito tempo.

Dualib – Auroras (Review do EP)

Eu preciso começar dizendo que eu tenho o privilégio e honra de ter esse artista como um amigo pessoal. Durante meus dias de professor de áudio, eu tive o incrível prazer de trabalhar ao lado desse músico brilhante. E foi lá que eu testemunhei como ele é brilhante, usando cada intervalo e cada chance que tinha pra trabalhar em suas músicas.

Criar música do zero é uma arte incrível, e algo que todos nós admiramos. Mas o Dualib faz música de uma maneira que não se ensina, or aprende. Ou você sabe fazer ou não sabe. Imagine um brilhante chef de cozinha, e na frente dele existe uma infinidade de ingredientes. É necessário um verdadeiro artista pra combinar esses ingredientes e criar momentos extraordinários. E da mesma maneira que os chefs estimulam nosso paladar, o Dualib cria ambientes para os ouvidos e mente que vão tirar seu fôlego (já são quase cinco sentidos).

A habilidade de combinar samples de músicas com batidas únicas e criativas é o ponto forte dele. No EP mais recente dele, lançado em 2016, ele mixa samples com elementos de hip-hop, bass, sintetizadores e pianos que simplesmente fluem.

Nesse EP, entitulado “Auroras“, composto de 4 músicas, ele começa com uma música chamada “Morning Sex”. Uma suave batida de hip-hop, criada principalmente por um ritmo constante de bumbo e caixa, combinado com um piano maravilhoso. Isso tudo combinado faz uma música sexy, em perfeita sincronia com o título.

“Snooze”, a segunda música do album cria o clima para aquela manhã depois de uma noite em claro. As notas do sintetizador combinadas com uma bateria perfeita no contratempo, e pausas nas horas certas.

“Sunday Morning”, mostra como o Dualib sabe capturar a essência das suas músicas e fazer disso o título delas. As batidas nessa música são extraordinárias, com palmas características que marcam o tempo e ao mesmo tempo preparam a cena para um conjunto de sintetizadores entrarem e arrebatarem a mixagem e criarem uma perfeita manhã de domingo. A música simplesmente flui.

E a última música, você possivelmente vai notar um tema em comum no album. “Sunny to Cloudy” é o fim perfeito para o EP perfeito. Eu amo como a música dá uma leve “travada” no começo, criando uma sensação de disco riscado, apenas pra te levar ao suave ritmo do hip-hop. Mas o elemento principal que me cativa nessa música é como ele consegue combinar tantos sons e batidas que separadas parecem fora do tempo, mas que alinham perfeitamente quando são combinadas.

Dualib também é co-fundador do SNTL Sounds – não deixem de conferir a página do Facebook desse projeto, aonde ele e o Minizu lançam novas mixagens toda semana curadas por eles.

E, é claro, não deixem de seguir a página do Dualib no Facebook pra acompanhar seu trabalho. Você também pode seguir ele no Soundcloud e Mixcloud.

Confie em mim. Você vai escutar as músicas dele em repeat.

Escute no Soundcloud:

Leo Melo – Bucket List Music UK
Twitter: @blmusicuk
Facebook: Bucket List Music UK

Campo de lavandas “Mayfield”: uma surpresa inesperada em Londres

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Um passeio fora dos mais comuns e conhecidos de Londres, mas que vale muito a pena fazer entre os meses de julho e agosto é visitar um campo de lavanda. Em Londres existem mais de 1, mas nesse post vou falar especialmente de um que visitei.

O escolhido foi o Mayfield Lavender Farm que fica no sul de Londres. Com uma viagem de mais ou menos 40 minutos do centro da cidade você chega nesse lindo campo de lavandas inglesas. Nem parece mais que estamos em Londres com essa paisagem bucólica, colorida e perfumada, mas sim numa cidade do interior da Inglaterra.

Para chegar até lá existem algumas possibilidades, depende do dia e do horário, trens saem das estações do centro de Londres (Waterloo, London Bridge, Victoria) para estações próximas ao campo (Purley, Epson, Surrey) e lá basta pegar um ônibus que te deixa no portão principal. O campo fica na zona 6 de Londres, então é possível fazer todo o caminho usando o Oyster (bilhete único de Londres).

O Mayfield Lavender Farm tem estacionamento gratuito para quem vai de carro e a taxa de entrada é de £1 (uma Libra) por pessoa. Além do campo de lavanda, também tem um pequeno café/lanchonete e uma lojinha onde se pode comprar ramalhetes e mudas de lavandas.

Não deixe de provar o sorvete de lavanda!Eu até então nunca tinha conhecido um campo de lavanda, a sensação de estar ali foi maravilhosa, é uma experiência que agrada a visão pois os campos são lindos e coloridos, e também ao olfato pois o perfume das lavandas é forte e puro.

Os campos florescem em épocas específicas – no mês de junho começa o florescer, mas é em julho e agosto que o campo está cheio. Em alguns anos no mês de setembro ainda se pode ver o restante das lavandas, mas isso depende de como foi o cultivo naquele ano.
Esse é um passeio que recomendo para todos que vem para Londres. Uma chance de conhecer uma paisagem diferente e colorida, nessa cidade maravilhosa.
Assista o vídeo que fizemos lá no campo e conheça um pouco mais desse lugar encantador e perfumado dentro de Londres.

The 1975 – I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It (Review do Album)

Arte é cíclica. As gerações vão envelhecendo, a sensação de nostalgia se instala de tal maneira que não conseguimos fugir da necessidade de buscar os “bons velhos tempos”. E isso as vezes significa voltar a um período que nem éramos nascidos, mas nos sentimos tão apegados (talvez por que nossos pais ou avós nos apresentaram eles), que é impossível não olhar pra trás.

Apesar de estar apenas chegando aos meus 30 anos, esse sentimento tem me envolvido atualmente.

É difícil avaliar o atual cenário musical. E eu digo isso da melhor maneira possível. É minha maneira pessoal de ver o fascinante fato que a tecnologia nos permitiu ser os próprios curadores do que gostamos na música.

Por causa disso eu estou constantemente procurando novas bandas que me atraem nesse multiverso. Uma banda está no topo dessa lista: a banda inglesa The 1975.

Lembra do senso de nostalgia que falei no começo? Essa banda chamou minha atenção justamente por isso.

Eu escutei essa banda pela primeira vez em um podcast que sou fanático chamado “All Songs Considered” (“Todas as músicas consideradas” em tradução literal) da NPR. Esse é um podcast que eu altamente recomendo pra todos os amantes de música. E eu lembro de pensar comigo mesmo: “essa banda será uma das próximas bandas a entrar no topo da história da música”. Isso foi há mais de 3 anos atrás – antes do primeiro album deles, quando lançaram seus primeiros EPs.

Mas nesse review vou falar do álbum mais recente deles que recebeu esse título brilhante “I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It” (“Eu gosto quando você dorme, porque você é tão lindo(a) e tão alheia a isso” em tradução literal). Muitos diriam que o título é longo, mas eu amo a poesia por trás dele.

É apenas o segundo álbum deles, mas eles já superaram todas as expectativas que circulavam por trás dele. Esse álbum é repleto de referencias sonoras dos anos 70, 80 e 90. E não apenas isso – ele faz essas décadas soarem contemporâneas. São músicas novas que trazem à tona o calor e conforto dos “bons velhos tempos”. É um verdadeiro de volta para o futuro.

O álbum todo flui naturalmente, começando com a música “The 1975”, que é quase um hino que ergue todo o disco. Ela é seguida imediatamente pela “Love Me” e seu incrível ritmo criado por guitarras, um groove de bateria e baixo e incríveis sintetizadores. E, acredite em mim, vale a penas dar uma olhada na letra – é uma ótima crítica ao atual mundo movido pelas mídias sociais, e nosso status no mundo digital.

Uma outra música incrível que vale mencionar é “She’s American”. Eu posso estar louco, mas essa música tem uma referencia enorme do “Genesis” – uma maravilhosa linha de baixo, guitarras cheias de groove, e a característica bateria recheada de delay, reverb e uma caixa bem apertada. Eu estou viciado nessa música. Não só por como ela soa, mas a letra também é brilhante, mostrando como garotas americanas enxergam os garotos britânicos (aparentemente essa música foi composta durante o tempo que a banda passou na Califórnia gravando o álbum).

“If I Believe You” é uma música linda. Ela tem um ritmo delicioso e sexy, que quase te faz querer dançar coladinho. Ela tem uma pegada de R&B, com um interlúdio acompanhando por um comovente órgão, seguido de um delicioso coro gospel no refrão. Sem falar no saxofone que abraça a música com um suave solo. E eu acho que não preciso me repetir dizendo que a letra tem que ser acompanhada.

Finalmente, eu preciso falar de um dos hits desse album – a música “Somebody Else”. Novamente, um perfeito exemplo de nostalgia. Ela é completamente uma balada eletrônica dos anos 80. Existem momentos em que o delay na voz entregam essa referencia.

Eu poderia escrever um review muito extenso desse álbum – especialmente considerando que ele tem 17 músicas. Mas um review não é nada mais que a opinião de um lunático nostálgico que está chegando nos seus 30 anos. Apenas escute essa verdadeira obra de arte – e me digam se concordam comigo. E posso honestamente dizer que, depois de passar sei lá quantos minutos escutando esse disco, a parte mais difícil é voltar à realidade depois dessa maravilhosa viagem no tempo.

Escute no Spotify:

Leo Melo – Bucket List Music UK
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