William Kentridge em Londres: Thick Time

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Conheci o trabalho do artista William Kentridge nos primeiros meses de faculdade (eu cursei Artes Visuais na Belas Artes de São Paulo), naquela época minha vontade era desenvolver projetos de vídeos e instalações urbanas e foi assim que me encantei e me surpreendi com o talento e as obras desse artista.

Nascido em Johannesburg, Africa do Sul, estudou e vive lá até hoje. A obra de Kentridge carrega muito da sua experiência de vida durante o apartheid e suas reflexões sobre o colonialismo e exílio.

Além da questão sócio-política podemos ver em suas obras uma fascinação pelo Modernismo e Expressionismo, pela questão do tempo, espaço e universo e a natureza da criatividade.

Já tive a oportunidade de ver algumas das exposições de Kentridge em diferentes países e a cada visita foi maior o meu encantamento e admiração.

Algumas das obras dessa atual exposição em Londres (na Whitechapel Gallery) já são antigas conhecidas minhas, mas a cada vez, cada montagem diferente em um novo lugar reparo em detalhes talvez não reparados antes.

“The Refusal of Time” (2012) é uma das minhas favoritas. Uma instalação com 5 vídeo-projeções de 30 minutos cada, montada em uma sala com megafones e uma máquina que representa a respiração humana. Essa obra teve a colaboração de Philip Miller (responsável pelo som), Catherine Meyburgh, Dada Masilo and Peter Galison. Essa instalação trata da questão sobre o tempo, sua medida e controle.

Outra das minhas obras preferidas também faz parte dessa exposição, “Second Hand Reading” (2013). É um vídeo de desenhos sobre as páginas do Pequeno Dicionário de Oxford, tem 7:01 minutos de duração. Nesse vídeo ele apresenta uma questão mais política, colocada de uma maneira sutil com slogans de significados contraditórios.
Além dessas duas há mais uma obra antiga dele que faz parte dessa mostra. “7 Fragment For George Méliès, day for night and the journey of the moon” (2003). São 9 projeções de vídeo com som, 16mm e 35mm baseados em vídeos ao vivo e desenhos animados, o som mais uma vez é uma colaboração com Philip Miller. Essa obra tem como inspiração artistas como Jason Pollock e Bruce Naumann, além de ser um tributo para o George Méliès.

Há também um espaço dedicado para 3 tapeçarias que foram criadas por ele e nesse espaço também estão expostos livros sobre as obras de Kentridge.
A exposição vem com 2 novas obras.

“Right into her arms” (2016), uma instalação de um modelo miniatura de teatro com imagens projetadas e desenhos, o vídeo da projeção tem 11 minutos.

“O Sentimental Machine” (2015) – não errei ao escrever o nome da obra, é assim mesmo – 5 vídeo-projeções, os vídeos tem 9:55 minutos.
Claro que as fotos não fazem jus a magnitude e profundidade das obras de William Kentridge. Para quem estiver em Londres ou de passagem pela cidade até 15 de janeiro de 2017 e ficou curioso para conhecer de perto esse fantástico e inspirador artista e suas criações, não perca a oportunidade.

Exposição Thick Time
21 de setembro – 15 de janeiro de 2017
Whitechapel Gallery
77-82 Whitechapel High Street
London
E1 7QX
T: +44 (0)20 7522 7888
E:

Dualib – Auroras (Review do EP)

Eu preciso começar dizendo que eu tenho o privilégio e honra de ter esse artista como um amigo pessoal. Durante meus dias de professor de áudio, eu tive o incrível prazer de trabalhar ao lado desse músico brilhante. E foi lá que eu testemunhei como ele é brilhante, usando cada intervalo e cada chance que tinha pra trabalhar em suas músicas.

Criar música do zero é uma arte incrível, e algo que todos nós admiramos. Mas o Dualib faz música de uma maneira que não se ensina, or aprende. Ou você sabe fazer ou não sabe. Imagine um brilhante chef de cozinha, e na frente dele existe uma infinidade de ingredientes. É necessário um verdadeiro artista pra combinar esses ingredientes e criar momentos extraordinários. E da mesma maneira que os chefs estimulam nosso paladar, o Dualib cria ambientes para os ouvidos e mente que vão tirar seu fôlego (já são quase cinco sentidos).

A habilidade de combinar samples de músicas com batidas únicas e criativas é o ponto forte dele. No EP mais recente dele, lançado em 2016, ele mixa samples com elementos de hip-hop, bass, sintetizadores e pianos que simplesmente fluem.

Nesse EP, entitulado “Auroras“, composto de 4 músicas, ele começa com uma música chamada “Morning Sex”. Uma suave batida de hip-hop, criada principalmente por um ritmo constante de bumbo e caixa, combinado com um piano maravilhoso. Isso tudo combinado faz uma música sexy, em perfeita sincronia com o título.

“Snooze”, a segunda música do album cria o clima para aquela manhã depois de uma noite em claro. As notas do sintetizador combinadas com uma bateria perfeita no contratempo, e pausas nas horas certas.

“Sunday Morning”, mostra como o Dualib sabe capturar a essência das suas músicas e fazer disso o título delas. As batidas nessa música são extraordinárias, com palmas características que marcam o tempo e ao mesmo tempo preparam a cena para um conjunto de sintetizadores entrarem e arrebatarem a mixagem e criarem uma perfeita manhã de domingo. A música simplesmente flui.

E a última música, você possivelmente vai notar um tema em comum no album. “Sunny to Cloudy” é o fim perfeito para o EP perfeito. Eu amo como a música dá uma leve “travada” no começo, criando uma sensação de disco riscado, apenas pra te levar ao suave ritmo do hip-hop. Mas o elemento principal que me cativa nessa música é como ele consegue combinar tantos sons e batidas que separadas parecem fora do tempo, mas que alinham perfeitamente quando são combinadas.

Dualib também é co-fundador do SNTL Sounds – não deixem de conferir a página do Facebook desse projeto, aonde ele e o Minizu lançam novas mixagens toda semana curadas por eles.

E, é claro, não deixem de seguir a página do Dualib no Facebook pra acompanhar seu trabalho. Você também pode seguir ele no Soundcloud e Mixcloud.

Confie em mim. Você vai escutar as músicas dele em repeat.

Escute no Soundcloud:

Leo Melo – Bucket List Music UK
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The 1975 – I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It (Review do Album)

Arte é cíclica. As gerações vão envelhecendo, a sensação de nostalgia se instala de tal maneira que não conseguimos fugir da necessidade de buscar os “bons velhos tempos”. E isso as vezes significa voltar a um período que nem éramos nascidos, mas nos sentimos tão apegados (talvez por que nossos pais ou avós nos apresentaram eles), que é impossível não olhar pra trás.

Apesar de estar apenas chegando aos meus 30 anos, esse sentimento tem me envolvido atualmente.

É difícil avaliar o atual cenário musical. E eu digo isso da melhor maneira possível. É minha maneira pessoal de ver o fascinante fato que a tecnologia nos permitiu ser os próprios curadores do que gostamos na música.

Por causa disso eu estou constantemente procurando novas bandas que me atraem nesse multiverso. Uma banda está no topo dessa lista: a banda inglesa The 1975.

Lembra do senso de nostalgia que falei no começo? Essa banda chamou minha atenção justamente por isso.

Eu escutei essa banda pela primeira vez em um podcast que sou fanático chamado “All Songs Considered” (“Todas as músicas consideradas” em tradução literal) da NPR. Esse é um podcast que eu altamente recomendo pra todos os amantes de música. E eu lembro de pensar comigo mesmo: “essa banda será uma das próximas bandas a entrar no topo da história da música”. Isso foi há mais de 3 anos atrás – antes do primeiro album deles, quando lançaram seus primeiros EPs.

Mas nesse review vou falar do álbum mais recente deles que recebeu esse título brilhante “I Like It When You Sleep, For You Are So Beautiful Yet So Unaware Of It” (“Eu gosto quando você dorme, porque você é tão lindo(a) e tão alheia a isso” em tradução literal). Muitos diriam que o título é longo, mas eu amo a poesia por trás dele.

É apenas o segundo álbum deles, mas eles já superaram todas as expectativas que circulavam por trás dele. Esse álbum é repleto de referencias sonoras dos anos 70, 80 e 90. E não apenas isso – ele faz essas décadas soarem contemporâneas. São músicas novas que trazem à tona o calor e conforto dos “bons velhos tempos”. É um verdadeiro de volta para o futuro.

O álbum todo flui naturalmente, começando com a música “The 1975”, que é quase um hino que ergue todo o disco. Ela é seguida imediatamente pela “Love Me” e seu incrível ritmo criado por guitarras, um groove de bateria e baixo e incríveis sintetizadores. E, acredite em mim, vale a penas dar uma olhada na letra – é uma ótima crítica ao atual mundo movido pelas mídias sociais, e nosso status no mundo digital.

Uma outra música incrível que vale mencionar é “She’s American”. Eu posso estar louco, mas essa música tem uma referencia enorme do “Genesis” – uma maravilhosa linha de baixo, guitarras cheias de groove, e a característica bateria recheada de delay, reverb e uma caixa bem apertada. Eu estou viciado nessa música. Não só por como ela soa, mas a letra também é brilhante, mostrando como garotas americanas enxergam os garotos britânicos (aparentemente essa música foi composta durante o tempo que a banda passou na Califórnia gravando o álbum).

“If I Believe You” é uma música linda. Ela tem um ritmo delicioso e sexy, que quase te faz querer dançar coladinho. Ela tem uma pegada de R&B, com um interlúdio acompanhando por um comovente órgão, seguido de um delicioso coro gospel no refrão. Sem falar no saxofone que abraça a música com um suave solo. E eu acho que não preciso me repetir dizendo que a letra tem que ser acompanhada.

Finalmente, eu preciso falar de um dos hits desse album – a música “Somebody Else”. Novamente, um perfeito exemplo de nostalgia. Ela é completamente uma balada eletrônica dos anos 80. Existem momentos em que o delay na voz entregam essa referencia.

Eu poderia escrever um review muito extenso desse álbum – especialmente considerando que ele tem 17 músicas. Mas um review não é nada mais que a opinião de um lunático nostálgico que está chegando nos seus 30 anos. Apenas escute essa verdadeira obra de arte – e me digam se concordam comigo. E posso honestamente dizer que, depois de passar sei lá quantos minutos escutando esse disco, a parte mais difícil é voltar à realidade depois dessa maravilhosa viagem no tempo.

Escute no Spotify:

Leo Melo – Bucket List Music UK
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The Corrs – White Light (Review do Album)

Escrever sobre essa banda tem uma carga de responsabilidade. Como um contribuinte do site The London Ginger, os leitores precisam saber que essa é uma das bandas favoritas dela de todos os tempos. Parte da história dela e de quem ela é. E o que posso dizer sobre isso é: eu entendo completamente esse amor.

Desde sua origem nos anos 90, a banda Irlandesa The Corrs é um sucesso. Em 2015 eles lançaram seu sétimo álbum de estúdio chamado “White Light” depois de uma pausa de 10 anos, e continuam a demonstrar sua imortalidade e seu espaço na história da música.

A primeira coisa que preciso mencionar: é muito difícil encontrar músicas que transportam o ouvinte para as origens e cultura de onde a banda começou. Claro que é impossível conhecer todas as músicas existentes, mas o The Corrs é definitivamente uma banda que faz música com uma pitada de Irlandês.

E o album mais recente, que é o assunto desse review, não é nada diferente. As irmãs (e irmão) fizeram mais um lindo album que começa com uma das minhas músicas favoritas do disco chamada “I Do What I Like”. Já nas primeiras notas da guitarra e vozes, o que vem a mente é – “isso é The Corrs, não é?!”. Uma música pop com um ritmo delicioso e palavras brilhantes sobre individualidade. Afinal de contas, “it’s my life, I do what I like” (“é minha vida, eu faço o que eu quiser”).

A música que dá nome ao álbum, “White Light”, tem uma peculiaridade, que eu sou fanático quando encontro. Eu admiro muito músicas que levam você a algum lugar, que nos lembram de um cheiro, cor, pensamento…muito parecido com a história da música “Sonata Ao Luar” do Beethoven, que dizem ter sido composta para uma mulher cega que sonhava em “ver” a lua brilhando. E essa música me lembra justamente uma “luz branca” (um tipo estranho de sinestesia, talvez). Uma música pop com pequenos elementos eletrônicos (gravados acusticamente), criando um clima dançante e fácil de cantar.

E, nesse review não poderia faltar menção às homenagens à Irlanda – as músicas “Ellis Island” e “Gerry’s Reel” são duas maravilhosas canções que contam histórias. E apesar de ser apenas instrumental, “Gerry’s Reel” é um dos melhores exemplos desse álbum com verdadeiras raízes Irlandesas. E o The Corrs é bem conhecido por incluir músicas tradicionais da Irlanda nos seus discos e shows.

Recentemente eu tive a oportunidade de assistir uma apresentação ao vivo do The Corrs no London O2 Arena. Apesar de estar sentado bem afastado do palco, eu fiquei impressionado não apenas com o som, mas a apresentação foi de tirar o fôlego. Uma banda empolgada que mostrou que amor verdadeira dura pra sempre e que uma reunião entre músicos e fãs depois de 10 anos é uma cena linda de se testemunhar.

Eu posso honestamente dizer que, apesar de recente, já sou um enorme fã da banda. Letras lindas e músicas fascinantes – não podia ficar melhor. E como eu sempre digo – reserve um momento da sua vida corrida e curta esse disco. E depois o anterior, o antes desse, e o anterior, e o anterior…bem…acho que vocês entenderam!

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Live On Two Legs – Pearl Jam (Review Shots – Albuns Classicos)

Como escrever de um dos seus álbuns favoritos de todos os tempos? Parecem não existir palavras o suficiente para descrever cada sentimento que você tem quando escuta ele de novo. Todas aquelas sensações retornam, memórias, lugares, e o mundo parece parar. Nada mais existe além de você e aquelas músicas.

Estou falando de um album ou sobre amor? Acho que ambos.

O Pearl Jam sempre foi uma banda que, pra mim, sempre foi melhor ao vivo do que no estúdio. E antes que eu seja mal interpretado, os álbuns de estúdios são geniais e lindos. Então imagina como me sinto sobre os álbuns gravados ao vivo. Na verdade chegaram a lançar uma coleção de albums gravados durante toda uma turnê. Eu ainda preciso pesquisar aonde acho esses discos, mas lembro que a primeira vez que vi eles me senti no paraíso musical. E cada album era vendido separadamente, o que eu acho perfeito.

Esse album tem grandes clássicos do Pearl Jam como Even Flow, Daughter, Black, Given to Fly, Do The Evolution e muitas outras. Músicas que realmente mexe com uma pessoa – de diversas maneira – alegria, felicidade, tristeza – ou simplesmente a extrema necessidade de balançar a cabeça como um verdadeiro fã do grunge.

Eu poderia escrever páginas e páginas sobre esse disco. Mas eu tenho uma sugestão melhor. Vá escutar ele. AGORA!

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Ghost – Nevamis (Review Shots)

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Olá. Sente-se. Desligo seu aparelho celular. Em alguns minutos, Nevamis entrará no palco desse estádio bem exclusivo. O único assento da casa é seu. Esse é o sentimento de escutar o EP entitulado “Ghost” do Nevamis.

As músicas têm poucos instrumentos, com maior participação de voz e violão, e no entanto soa imenso e intimo ao mesmo tempo. Os efeitos usados na mixagem realmente complementam as músicas e o sentimento geral do EP. E claro, fica completo com as letras incríveis e voz suave do Nevamis.

Nevamis é um artista local de Londres que recentemente tocou alguns shows menores pe;a capital, incluindo locais como The Café Royal e Sofar London.

Não deixe de escutar o EP dele on Spotify.
Twitter: @Nevamis
SoundCloud: soundcloud.com/nevamis1

Esse review é parte do meu desafio de 100 dias que estou fazendo pelo Snapchat. Se quiser acompanhar, siga meu Snapchat: Leo Melo – Bucket List Music

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Women: New Portraits – Annie Leibovitz

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Hoje foi o dia de ir na esperada exposição “Women: New Portraits da Annie Leibovitz” – e não me decepcionei. Mesmo “pequena” em termos de espaços ou disposição das obras, a exposição acontece em uma antiga estação hidráulica em Wapping construída em 1890, Wapping Hydraulic Station, região bem típica das Wharfs (beira do Thames) de Londres, paredes de tijolo e azulejos bem antigos, com o pé direito bem alto, essa locação como pano de fundo das emblemáticas, fortes e delicadas fotos de Annie fazem com que o clima da exposição seja ainda mais interessante.

No espaço principal para a exposição ficam três grandes telas, duas delas passando imagens das fotos de diversas mulheres fotografadas por ela e uma com a foto da Rainha Elizabeth tirada por Annie no Palácio de Buckingham. Há também um painel com fotos impressas.

Numa sala reservada ao lado há uma grande mesa com livros de Annie para quem quiser folhear.

Essa exposição Women: New Portraits faz parte de um projeto que Annie começou 15 anos atrás. Durante esse tempo ela fez fotografias refletindo as mudanças no atual papel das mulheres, retratando mulheres com grandes conquistas em diversas áreas como artes, música, CEOs, políticas, escritoras e filantropas. Essa exposição caminha em paralelo com as discussões e as lutas das mulheres para conquistarem seu espaço de igualdade.

Annie Leibovitz desenvolve seu trabalho e sua arte desde o começo da década de 1970, quando trabalhou como fotojornalista para a Rolling Stone e nos anos 80 ela começou a expandir seu trabalho fotografando para Vanity Fair e Vogue. Ela já foi premiada por campanhas publicitarias, recebeu honras e foi eleita Lenda Viva pela Library of Congress.

A exposição fica aberta até 07 de fevereiro, quem morar em Londres ou apenas de passagem por aqui vale a pena conferir, a entrada é de graça.

Entrada Franca
Horários:
Segunda – Quinta: 10am – 6pm
Sexta: 10am – 8pm
Sábado – Domingo: 10am – 6pm

Endereço:
Wapping Hydraulic Power Station,
Wapping Wall,
London E1W 3SL

https://www.ubs.com/microsites/annie-leibovitz/en/exhibition.html

1989 – Ryan Adams (Review do Album)

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Em muitos aspectos sabemos que o Rock e a música Country têm origens similares, instrumentos parecidos, and considerável cruzamento em termos de estilo. Na verdade, existe uma linha muito tênue que divide os dois gêneros – o suficiente pra dizer que são dois estilos diferentes. E todos sabemos que esse pensamento não se limita a música (religião, nacionalidade…) – mas não vou entrar nesses assuntos. E a razão por trás dessa introdução em breve fará sentido.

Ryan Adams, um rock star já bem estabelecido fez um cover – de ponta a ponta – do mais recente álbum da Taylor Swift “1989” (cover lançado no dia 21 de setembro depois de muitos trechos online e muita conversa sobre ele), e mantendo o mesmo título, com leves alterações em algumas letras para trazer o ponto de vista de um “heterossexual masculino”.

A razão por trás da minha introdução acima foi para mencionar o curioso fato de que, enquanto a Taylor Swift está caminhando para a carreira de uma pop star, e lentamente deixando a vida country, Ryan Adams vem para mostrar pra todos nós que apesar de ela ter iniciado essa trajetória, a música dela é pra todos, precisando apenas alguns pequenos retoques (e um grande compositor e arranjador como ele é – mas isso é um pequeno detalhe) para trazer o estilo rock/country a tona.

Agora – ao album em si (talvez eu tome essa frase como minha marca – parece que sempre faço uma introdução em meus reviews, apenas para chegar à frase “agora – ao album em si). Simplesmente lindo. As melodias, os arranjos, a maneira como ele incluiu os instrumentos acústicos, a delicadeza do piano em muitas das músicas, tudo para trazer a alma que já existe na versão original. Algumas são lentas e melódicas, e algumas balançam como rock’n’roll deveria – a música “Style”, por exemplo, tem uma verdadeira pegada rock.

Ele transforma a música “Blank Space” de tal maneira que quase faz você chorar com melodias lentas no violão. E quando chega na música “Shake It Off”, fica quase impossível acreditar que é a mesma música. Para aqueles que escutaram o cover por Lo-Fang da música “You’re The One That I Want” do filme Grease – a experiência é muito parecida.

Um exemplo da qualidade dos arranjos está em músicas como “I Know Places”. Escute com atenção (feche os olhos até) e você vai ver o faroeste – é uma verdadeira música de caubói, dando novo sentido para a frase “They are the hunters, we are the foxes…” (“Eles são os caçadores, nós somos as raposas…”).

Você será cativado não apenas pelas melodias no violão, mas algumas músicas são embelezadas por por um baixo profundo e tudo é mergulhado num eco e delay que te faz sentir como se estivesse assistindo um show sozinho no Royal Opera House. Uma luz focada apenas em Ryan Adams.

“How You Get The Girl”, “This Love” são apenas mais alguns exemplos de músicas que não podem deixar de escutar. Realmente parece que as versões se complementam. Então, para ser sincero – não pule nenhuma música!

The Desired Effect – Brandon Flowers (Review do Album)

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Brandon Flowers abraça os anos 80! Não existe melhor descrição para o seu segundo trabalho solo.

O conhecido internacionalmente front-man do The Killers mostra seu lado pop nesse novo album, que foi produzido pelo ganhador do Grammy Ariel Rechtshaid – cujo portfólio inclui Taylor Swift, Haim, Carly Rae Jepson e muitos outros.

Esse album é uma clara influência de artistas como Duran Duran e Pet Shop Boys.

Após um disco pesado e dark com o The Killers (Battle Born), Brandon deixa a guitarra pesada de lado e cria um album fundado em sintetizadores e samples.

Apesar de ser muito bom de escutar, é difícil apontar uma clara definição deste album, aonde apenas é possível saber que se trata de um trabalho do Brando Flowers por causa da sua voz exclusiva.

A primeira música “Dreams Come True” parece uma transição do Brandon Flowers do The Killers para a sua aspiração como artista pop. Batidas da percussão combinadas com metais e backing vocals femininos parece lentamente transportar o ouvinte daquilo que conhecemos como The Killers…para nos trazer para “Can’t Deny My Love”, uma música com base de sintetizadores no início e uma pegada que transporta no tempo, direto para uma batida dos anos 80 e elementos eletrônicos.

Em certos momentos chega até a mergulhar levemente em outras décadas e mistura anos 50 e 80, como a música “Diggin’ Up The Heart” – com batidas de rockabilly. Resumindo, um album bem variado que mostra a transição do Brandon Flowers para o pop, e muito bom de ouvir. Afinal, uma mudança as vezes é bom.

Kenwood House, uma preciosidade no charmoso bairro de Hampstead

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No coração do bairro de Hampstead Heath, está localizada a Kenwood House e Gardens, uma das preciosidades de Londres, que faz parte da Herança Inglesa.

Seu interior majestoso foi remodelado pelo famoso arquiteto escocês Robert Adam em meados do século XVI, além de adicionar um cômodo novo na casa, a Livraria. Esse é apenas um dos motivos para visitar Kenwood House.

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Cercada por jardins criados para ter sua beleza e charme em todas as estações do ano, então não importa qual época do ano você visite essa propriedade sempre terá algo para ser visto.

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Em 1999 o Filme Notting Hill foi lançado e algumas cenas foram gravadas nos jardins de Kenwood (lembram aquela cena em que o personagem do Hugh Grant visita a personagem da Júlia Roberts no set de filmagens).

Para os amantes de arte, além da própria arquitetura, pode se encontrar nas paredes de Rembrandt à Turner.

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Um lugar que vale a pena conhecer pela beleza, pelo passeio por um dos bairros mais charmosos de Londres. Há também um espaço reservado para atividades infantis (caso você esteja se perguntando se é um passeio só para adultos).

As fotos que ilustram esse post foram feitas pelo fotógrafo Fernando BA – brasileiro, mora em Londres há mais de 4 anos, se dedica não só a fotografias de paisagens mas também de pessoas. Quer conhecer mais sobre o trabalho dele, acesse o site e se encante com as imagens.

A entrada para Kenwood House é gratuita. Para mais informações sobre a Kenwood House clique aqui.