
Escrever sobre essa banda tem uma carga de responsabilidade. Como um contribuinte do site The London Ginger, os leitores precisam saber que essa é uma das bandas favoritas dela de todos os tempos. Parte da história dela e de quem ela é. E o que posso dizer sobre isso é: eu entendo completamente esse amor.
Desde sua origem nos anos 90, a banda Irlandesa The Corrs é um sucesso. Em 2015 eles lançaram seu sétimo álbum de estúdio chamado “White Light” depois de uma pausa de 10 anos, e continuam a demonstrar sua imortalidade e seu espaço na história da música.
A primeira coisa que preciso mencionar: é muito difícil encontrar músicas que transportam o ouvinte para as origens e cultura de onde a banda começou. Claro que é impossível conhecer todas as músicas existentes, mas o The Corrs é definitivamente uma banda que faz música com uma pitada de Irlandês.
E o album mais recente, que é o assunto desse review, não é nada diferente. As irmãs (e irmão) fizeram mais um lindo album que começa com uma das minhas músicas favoritas do disco chamada “I Do What I Like”. Já nas primeiras notas da guitarra e vozes, o que vem a mente é – “isso é The Corrs, não é?!”. Uma música pop com um ritmo delicioso e palavras brilhantes sobre individualidade. Afinal de contas, “it’s my life, I do what I like” (“é minha vida, eu faço o que eu quiser”).
A música que dá nome ao álbum, “White Light”, tem uma peculiaridade, que eu sou fanático quando encontro. Eu admiro muito músicas que levam você a algum lugar, que nos lembram de um cheiro, cor, pensamento…muito parecido com a história da música “Sonata Ao Luar” do Beethoven, que dizem ter sido composta para uma mulher cega que sonhava em “ver” a lua brilhando. E essa música me lembra justamente uma “luz branca” (um tipo estranho de sinestesia, talvez). Uma música pop com pequenos elementos eletrônicos (gravados acusticamente), criando um clima dançante e fácil de cantar.
E, nesse review não poderia faltar menção às homenagens à Irlanda – as músicas “Ellis Island” e “Gerry’s Reel” são duas maravilhosas canções que contam histórias. E apesar de ser apenas instrumental, “Gerry’s Reel” é um dos melhores exemplos desse álbum com verdadeiras raízes Irlandesas. E o The Corrs é bem conhecido por incluir músicas tradicionais da Irlanda nos seus discos e shows.
Recentemente eu tive a oportunidade de assistir uma apresentação ao vivo do The Corrs no London O2 Arena. Apesar de estar sentado bem afastado do palco, eu fiquei impressionado não apenas com o som, mas a apresentação foi de tirar o fôlego. Uma banda empolgada que mostrou que amor verdadeira dura pra sempre e que uma reunião entre músicos e fãs depois de 10 anos é uma cena linda de se testemunhar.
Eu posso honestamente dizer que, apesar de recente, já sou um enorme fã da banda. Letras lindas e músicas fascinantes – não podia ficar melhor. E como eu sempre digo – reserve um momento da sua vida corrida e curta esse disco. E depois o anterior, o antes desse, e o anterior, e o anterior…bem…acho que vocês entenderam!
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Leo Melo – Bucket List Music UK
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